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Conheça o processo de fabricação do pára-brisa de um carro

Os pára-brisas de carro são formados por duas camadas de vidro e uma camada de plástico, que faz com que o material não estilhasse em caso de colisões.
A indústria de automóveis tem se beneficiado da segurança proporcionada pelos vidros laminados, que são formados por duas lâminas de vidro e uma camada intermediária de PVB (plástico especial). Até o momento, esse tipo de vidro tem sido utilizado em grande escala apenas na produção de pára-brisas, por ser obrigatório por lei. Entretanto, segundo especialistas do setor, conforme a segurança passar a ser exigida pelos consumidores, o vidro laminado virá a ser utilizado em escala, também, na parte lateral do veículo.

"O uso de vidros laminados em todo o carro vai depender da exigência do consumidor. O brasileiro, por exemplo, não paga por airbag, sistema de freio ABS. Prefere pagar ar-condicionado", comenta o coordenador do curso de design da mobilidade da Faap, Carlos Armando Castilho. 

A diferença entre o vidro temperado e o laminado é que o segundo não estilhaça após forte impacto. A tecnologia também ajuda a reduzir o nível de ruído interno do carro e diminui em 99% a transmissão de raios UV. "O vidro laminado também é uma arma contra roubos e mantém os ocupantes no interior do veículo em caso de capotamento", acrescenta o diretor-geral da Saint-Gobain Sekurit, Manuel Corrêa. 

Os primeiros modelos fabricados no Brasil a disponibilizar a tecnologia para os vidros laterais foram o Fiat Idea e o Punto. A resistência do mercado nacional ao pára-brisa laminado é o preço da tecnologia. 

Conheça o processo de fabricação do pára-brisa laminado:

Corte

Um robô abastece a linha no ponto inicial do sistema de produção com a matéria-prima, que são placas planas de vidro. Na sequência, outro robô corta o vidro, seguindo o desenho do programa do computador, de acordo com as dimensões para cada ponto do veículo. Em seguida, o vidro é destacado. As sobras são destinadas à reciclagem. Outro robô realiza o polimento das bordas do vidro. 

Serigrafia

Em uma sala com temperatura controlada é feita a aplicação de serigrafia e também do selo de homologação com o respectivo número e informações do nome do fabricante, data de produção e tipo de produto. Essa aplicação é feita sobre uma das peças que compõem o pára-brisa.

Modelagem

A etapa seguinte é a união das peças (uma delas com serigrafia aplicada) para encaminhamento ao forno, onde será dado ao conjunto, em um molde, o formato de acordo com o modelo do veículo. A temperatura no forno chega a cerca de 600ºC. A curvatura do vidro é feita por gravidade. Após o forno, são feitas a separação e a lavagem das chapas. 

Camada de plástico

Chega o momento da aplicação da camada intermediária de PVB (plástico polivinil butiral), em um local tem temperatura controlada e é livre de impurezas. Essa camada é uma espécie de manta plástica. Ao casar as lâminas de vidro, operadores eliminam os excessos de PVB. A operação seguinte é a colagem das pastilhas para a instalação do espelho retrovisor. 

Autoclave

As peças são encaminhadas para a autoclave para o casamento do conjunto. Nessa operação, por pressão e temperatura elevada elimina-se o ar interno e promove-se a aderência dos vidros ao PVB. Após o processo, o pára-brisa passa por uma inspeção final, feita visualmente e a laser, para a detecção de eventuais falhas na produção. Em seguida, os vidros são transportados até as montadoras e entram na linha de montagem.

O vidro temperado, utilizado para as janelas e vigia traseiro, é produzido com base no mesmo processo, porém, por ter apenas uma lâmina, não passa pelas fases de aplicação do plástico intermediário.

Fonte: G1
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