trabalhar com os olhos no amanhã para garantir os nossos recursos no futuro

Notícias

Reciclagem de caminhão

As condições para a aquisição de um automóvel novo são cada vez mais favoráveis por incentivos do governo e maior poder aquisitivo da população. No entanto, a reciclagem de caminhões, como está?
A JR Diesel, empresa com quase 30 anos de existência, já coloca em prática esse conceito. Lá, 85% de um caminhão que chega, sempre fruto de leilões oficiais, é revertido em peças de reposição, 10% em materiais recicláveis e apenas 5% é descartado. "Temos a ideia de colocar vidraças na fachada da empresa para mostrar às pessoas que não temos nada a esconder. Apesar da atividade ser popularmente conhecida como desmanche, é importante que saibam que o nosso negócio é absolutamente legal", conta Arthur Rufino, diretor de Marketing e Desenvolvimento da companhia.

Ele explica que após a desmontagem do veículo, além da rastreabilidade que comprova a origem da peça e é gravada em uma etiqueta, aplica-se uma classificação de qualidade A, B ou C. "O nível A diz que aquela peça está em perfeitas condições de uso pelo consumidor final, então terá o preço cheio da tabela. A nível B possui  condições de reuso, mas precisa de algum tipo de reparo, seja visual ou funcional". Nesse caso, o diretor destaca que o cliente pagará menos, pois será responsável pelo conserto.

"Já a peça nível C, entendemos que não tem condições de ser reaproveitada ou é uma peça de segurança que simplesmente não pode ser vendida, independente da condição dela. Nesse tipo, fazemos a logística reversa, vendendo à indústria original que a fabricou", destaca. Essa indústria, por sua vez,  aplica o processo de remanufatura, onde a peça é totalmente desmontada. Assim, os componentes saudáveis são reaproveitados e o restante vai para a reciclagem. "Os componentes saudáveis voltam à linha de produção junto com os novos e nasce uma peça remanufaturada com garantia de, em média, um ano e com um preço para o consumidor final cerca de 40% menor", esclarece.

Para Rufino, a esperança da empresa é que a sociedade reconheça a sustentabilidade do negócio. "No Canadá, por exemplo, essa peça remanufaturada é conhecida como greenpart,  porque as pessoas compraram a ideia de que a usada tem um benefício ambiental muito expressivo", conta. "Lá não se fala de preço, fala-se simplesmente que a sua manutenção ficou mais verde", completa.

Segundo ele, após estudos de agências ambientais do país norte americano, constatou-se que para a fabricação de um motor de carro, são emitidos 270 kg de CO2 na atmosfera. Dessa forma, a partir do momento que se compra uma peça que já foi utilizada, de fonte confiável, evita-se que mais essa quantia de poluente seja emitida para atender a demanda.

Conforme o diretor, essa filosofia no Brasil traria um duplo benefício: economia financeira e redução de emissões ao meio ambiente. "Assim, um veículo em fim de vida útil não ficaria poluindo o lençol freático, o solo e a atmosfera". E essa solução seria muito bem-vinda, visto que os pátios do Detran contam com mais de 1,5 milhões de veículos sem condições de circulação.

Autor/Fonte*: RMai

COMPARTILHE:
Notícias mais recentes:
 
Veja por período